O Diário de Turner

Capítulo XVI



10 de abril de 1993: Esta é a primeira vez em uma semana que eu tive algum tempo pra mim e que eu pude relaxar. Eu estou em um motel de Chicago com nada pra fazer até amanhã de manhã, quando eu irei a um tour do Projeto de energia de Evanston. Eu voei para cá nesta tarde de sexta-feira por duas razões: O Tour pelo projeto de Evanston e uma entrega de nosso dinheiro quente para uma de nossas unidades de Chicago.

  Bill começou a imprimir segunda-feira à noite, assim que conseguimos misturar os aditivos químicos na tinta, e ele ficou imprimindo quase continuamente até sexta-feira pela manhã, com Carol substituindo-o duas vezes durante algumas horas de sono. Ele não parou até que ele tivesse usado a última nota de papel adquirida para esse propósito. Katherine e eu ajudamos fazendo o corte e controlando a entrada de papel na impressora em ambos os lados. O trabalho quase nos matou de cansaço, mas a Organização precisava do dinheiro com urgência.
 
  Eles realmente têm agora uma montanha dele! Eu nunca tinha sonhado em ver tanto dinheiro na minha vida. Bill imprimiu por baixo mais de dez milhões de dólares em notas de $10 e $20 - mais que uma tonelada de notas novas. E elas parecem excelentes! Eu comparei uma de $10 nova de Bill com uma autêntica, nova também, e eu não pude dizer qual era qual, exceto pelos números de série.

  Bill realmente fez um trabalho profissional. Toda nota tem até mesmo um número de série diferente. Este projeto nos mostra o que pode ser realizado com planejamento cuidadoso, dedicação, e trabalho duro. Claro que, Bill teve seis meses para montar tudo e praticar com papel seco, antes que estivesse disponível os elementos aditivos de tinta e a unidade de ultravioleta. Ele teve todos os problemas consertados fora do processo antes de começar sua corrida de três dias e meio de impressão.

  Eu trouxe $50.000 das novas notas de $20 comigo e as entreguei a meu contato de Chicago ontem. A unidade dele tem o trabalho de "lavar" as notas, de forma que uma quantia equivalente de moeda corrente autêntica estará disponível para as despesas da Organização nesta área. Isso realmente é uma operação muito mais difícil e demorada do que a própria impressão.

  Ao mesmo tempo que eu parti, Katherine estava subindo a bordo de um vôo para Boston com US$800.000 na bagagem dela. Ainda esta semana nós estaremos fazendo entregas em Dallas e Atlanta. Passar pela segurança do aeroporto com tudo aquilo de dinheiro quente é um pouco arriscado, mas contanto que eles não façam nada diferente do que raio X em nossa bagagens  tudo dará certo. As únicas coisas que eles parecem estar procurando agora são bombas e armas de fogo. Mas há eles não perdem por esperar até começarem a apanhar nossas notas quentes por toda parte do país!

  Eu tive a chance para pensar um pouco no avião para Washington. De 35.000 pés de altura as pessoas tem uma perspectiva diferente das coisas. Vendo todos esses subúrbios, auto-estradas e fábricas esparramados por todos os lados nos faz perceber quão grande a América é , e a tarefa incrivelmente difícil que nós empreendemos.

  Essencialmente, o que nós estamos fazendo com nosso programa de sabotagem estratégica é somente acelerar decadência natural da América. Nós estamos lascando fora às madeiras comidas por cupins da economia, para que assim a estrutura inteira desmorone alguns anos antes - e de maneira mais catastrófica - do que sem nossos esforços. É deprimente perceber como nossos sacrifícios estão tendo uma influência relativamente pequena no curso de eventos.

  Considere nossas falsificações como exemplo. Nós teremos que imprimir e distribuir em pelo menos um ano mil vezes a quantidade de dinheiro que Bill imprimiu na última semana - no mínimo US$10 bilhões por ano - antes que façamos algum efeito mensurável na economia nacional. Os Norte-Americanos gastam três vezes isso por ano em cigarros.

  E claro, nós temos outras duas impressoras de dinheiro quente a todo vapor na Costa Oeste, e nós estaremos montando outras no futuro. E se eu puder imaginar uma forma de destruir a Central de Evanston, isto representará uma perda importante de quase US$10 bilhões de uma só vez -- sem mencionar o dano econômico que será resultado da perda de energia elétrica às instalações industriais ao longo da região dos Grandes Lagos.

  Mas nós estamos fazendo outra coisa que é realmente muito mais importante do que nossa campanha contra o Sistema. No longo prazo, será infinitamente mais importante. Nós estamos forjando o núcleo de uma nova sociedade, uma civilização inteiramente nova da qual subirá das cinzas das antiga. E porque nossa nova civilização estará baseada em uma visão de mundo completamente diferente da visão atual que ela só pode ser substituir a outra de maneira revolucionária. Não existe como uma sociedade baseada em valores Arianos e de perspectiva Ariana possa emergir pacificamente de uma sociedade que sucumbiu à corrupção espiritual Judaica.

  Assim, nossa presente luta é inevitável, completamente à parte do fato que fomos forçados pelo Sistema e não foi nossa opção. Olhando para os eventos dos últimos 31 meses desse ponto de vista -- considerando nossa tarefa construtiva de edificar um novo núcleo social ao invés de nossa guerra puramente destrutiva contra o Sistema -- agora parece a mim que nossa estratégia inicial de atingir os líderes do Sistema em vez da economia geral realmente não foi tão ruim como eu havia pensado antes.

  Isto moldou o caráter da batalha desde o princípio como sendo nós versus o Sistema, em lugar de nós versus a economia. O Sistema respondeu de forma repressiva para se proteger de nossos ataques, e isto causou com que ele se isolasse até certo ponto do público. Quando nós não estávamos fazendo muito além do que assassinar Congressistas, juízes Federais, policiais secretos, e mestres da mídia, as pessoas não se sentiam especialmente ameaçadas, mas se ressentiram com as inconveniências causadas por todas as novas medidas de segurança do Sistema.

  Se nós tivéssemos atacado a economia desde o princípio, o Sistema poderia ter instigado a luta mais facilmente das pessoas contra nós, e teria sido mais fácil para a mídia convencer o público da necessidade de colaborar com o Sistema contra uma ameaça comum, isto é, nós. Assim nosso erro inicial em estratégia tornou mais fácil para nós recrutarmos agora, quando nós estamos trabalhando para fazer as coisas mais incômodas o possível para todo mundo.

  E não é só a Organização que tem feito recrutamentos ultimamente. A Ordem também está crescendo a uma taxa sem precedente nos últimos 48 de seus quase 68 anos de existência. Eu discretamente fiz o Sinal da ordem quando eu me encontrei  com nosso motorista da picape ontem -- como eu sempre faço quando eu encontro novos membros da Organização agora -- e eu fiquei agradavelmente surpreso quando ele respondeu da mesma forma.

  Ele me convidou ontem à noite para uma cerimônia de iniciação para novos membros na área de Chicago. Eu alegremente aceitei, e eu me surpreendi ao contar aproximadamente 60 pessoas na cerimônia, quase um terço dos quais eram iniciados. Isso é mais de três vezes o número total de membros que a Ordem tem na área de Washington. Eu estive quase tão motivado pela cerimônia como eu estive na minha própria iniciação a um ano e meio atrás.

14 de abril de 1993: Problemas, problemas, problemas! Nada deu certo desde que eu voltei de Chicago.

  Bill não consegue encontrar mais do papel que ele usou para o último lote de dinheiro, e ele me pediu que lhe ajudasse a improvisar. Nós tentamos tingir alguns papéis ligeiramente sem cor da mesma textura básica e composição, mas o resultado foi insatisfatório. Bill continuará procurando por outra fonte do papel original, enquanto eu continuo tentando processos de tintura diferentes.

  Então uma delegação local do Conselho de Relações Humanas visitou a loja ontem. Quatro Pretos e um Branco doentio, escroto, realmente escroto, todos usando braçadeiras do Conselho, entraram na loja de impressão. Eles quiseram pôr um cartaz grande na janela da loja -- o mesmo tipo de cartaz que se vê em todos lugares agora, incitando os cidadãos para que "ajudassem na luta contra o racismo", para informar sobre qualquer pessoa suspeita para a polícia política -- e deixar uma caixa para doações no caixa da loja. Carol estava na ocasião atrás da caixa registradora, e ela, mandou eles irem para o inferno.

  Claro que não foi a coisa certa a fazer, dadas as circunstâncias. Eles teriam nos informado à polícia política, se eu não tivesse ouvido a discussão e imediatamente intervido. Eu subi pela escada do porão com uma convincente expressão judaica na minha face dizendo: "shalom, o que estarr havendo aqui?" . Eu não falei muito grosso, espero -- assim eles entenderam a mensagem: o gerente de loja aqui era um membro de um grupo minoritário, um grupo de minoria muito especial, e não poderia ser suspeito de abrigar alguma hostilidade para o Conselho de Relações Humanas ou de seus 'louváveis' esforços.

  O preto que liderava o grupo começou a se queixar pra mim sobre a atitude de Carol. Eu calei a sua boca com um impaciente movimento de minha mão e dirigi um olhar de falso choque à Carol. "Claro, claro! " eu disse, "deixe sua caixa de coleta aqui. É para uma boa causa. Mas nenhum cartaz nas janelas, por favor, não há espaço o bastante. Eu não poderia deixar nem mesmo meu primo Abe colocar seus cartazes do Apelo à União dos Judeus ali. Venha! Eu mostro para você onde".

  Enquanto eu oficialmente conduzia a delegação para dentro, eu ordenei que Carol voltasse ao trabalho na minha melhor imitação de Judeu. "Sim, Sr. Bloom," ela disse dócilmente.

  Fora na calçada eu superei meu nojo enquanto eu coloquei meu braço nos ombros do Preto porta-voz e dirigi sua atenção diretamente para uma loja no fim da rua. "Nos não terr tantos clientes aqui" eu expliquei. "Mas meu bom amigo Solly Feinstein terr muitas pessoas que entram e saem de lojinha. E ele ter um janela grrrrande. Ele ficará contente se seu seu carrtaz estiver lá. Você poder pôr debaixo de onde dizzzz" Casa de penhores Solly" e todo o mundo vai verr o carrtaz. E esteja certo de deixar uma caixa de doação com ele - duas caixas de doação; ele terr uma loja grande".

  Todos eles pareciam contentes por minha sugestão amigável e atravessaram a rua. Mas o Branco -- um espécime degenerado deprimente -- aparentando brincos e um estilo Afro, hesitou, virou-se, e disse a mim: "Talvez nós devessemos anotar o nome daquela menina. Algumas das coisas que ela disse a nós definitivamente soaram racistas".

  "Não perca seu tempo com ela" eu respondi bruscamente, despistando sua suspeita com uma declaração:" Ela é simplesmente uma shiksa boba, Ela fala daquele modo com todo mundo. Eu vou despedi-la logo".

  Quando eu voltei à loja, Bill, que tinha escutado o episódio do porão, subiu e Carol começou a se retorcer de tanto dar risada: "Não tem graça!!" eu disse com esforço e severidade. "Eu tive que fazer algo imediatamente, e se minha expressão e meu falso sotaque não tivesse enganado aquele monte de sub-humanos, nós estaríamos com grandes problemas agora!!"

  Então eu disse a Carol: " Nós não dispomos do luxo de poder dizer na cara destas criaturas o que nós pensamos delas. Nós temos um trabalho a fazer primeiro, depois resolveremos de uma vez por todas com aquele grupo. Assim, vamos engolir um pouco nosso orgulho e cooperar com nossos objetivos. Aqueles que não têm nossas responsabilidades podem deixar-se ser investigados por racismo se quiserem - e que tenham sorte. "

  Mas eu não pude reprimir um sorriso quando eu vi o poster na janela da casa de penhores do outro lado da rua, atrapalhando a maioria da visão das máquinas fotográficas usadas e binóculos expostos por Sol. Ele realmente deve ter mordido a língua! E agora todas as pessoas que virem aquele cartaz em particular farão a associação mental correta entre o programa de controle mental do Conselho e as pessoas por detrás disto.

  A última que coisa que deu errado foi Katherine, que chegou gripada ontem a noite. Ela foi designada para levar uma carga de dinheiro para Dallas esta manhã, mas ela estava muito doente, e parece que ficará de cama durante outros dois ou três dias. Que significa que agora eu não terei somente que fazer uma viagem para Atlanta amanhã, mas eu também terei que fazer a entrega de Dallas. Isso resultará em um dia inteiro desperdiçado em aviões e em aeroportos, e eu preciso realmente de tempo para me preparar para a operação de Evanston.

  Nós queremos atacar a nova central nuclear de Evanston durante as próximas seis semanas, enquanto eles ainda estão aceitando as visitas dos turistas. Depois de primeiro de junho, quando será fechada permanentemente ao público, atacá-la será muito mais difícil.

  A central elétrica de Evanston é um lugar enorme: quatro gigantescos reatores nucleares,  cercados pelas maiores turbinas e geradores do mundo. E a coisa inteira se sustenta em pilares de concreto por uma milha pelo Lago Michigan, que provê a água refrigeradora para o calor dos reatores. O Projeto gera 18.000 megawatts de energia elétrica - quase 20 bilhões de watts! Incrível!

  A energia alimenta a rede de distribuição elétrica que provê a região dos Grandes Lagos inteira. Antes de o Projeto de Evanston entrar em operação dois meses atrás, o Meio Oeste inteiro estava sofrendo de uma severa escassez de energia - muito pior do que a que nós temos aqui, que já é bastante ruim. Em algumas áreas, as fábricas eram restringidas a operar por somente dois dias por semana, e havia tantos blecautes inesperados que a região estava à beira de uma real crise econômica.

  Se nós pudermos tirar essa central elétrica nova de funcionamento, as coisas ficarão muito piores do que já estavam antes. Para manter a energia em Chicago e Milwaukee, as autoridades teriam que trazer energia de tão longe quanto Detroit e Minneapolis, onde não há energia suficiente nem para eles mesmos. Toda aquela parte do país seria atingida duramente. E levou 10 anos para projetar e construir o Projeto da usina Evanston, e sendo assim não será tão fácil consertar a situação tão cedo.
 
  Mas o governo já havia pensado nas conseqüências de perder o Projeto Evanston também, e a segurança lá é formidável. Ninguém pode chegar perto do lugar exceto de barco ou avião. E há holofotes, barcos de patrulha, e  fios de redes com bóias ao redor, que faz a aproximação por água quase fora de questão.

  A costa é cercada por várias milhas em todas as direções, e há vários radares militares e instalações anti-aéreas atrás da cerca, fazendo qualquer tentativa de chocar um avião carregado com explosivos na estação elétrica muito improvável de ter sucesso.

  Parece pra mim que o único modo que poderíamos fazer um ataque ao lugar através de meios convencionais seria roubar alguns morteiros pesados e montá-los na área de alcance, em algum lugar próximo a costa onde há uma possibilidade para encobrimento. Mas, para meu conhecimento, nós não temos aquele tipo de armamento disponível no momento. De qualquer maneira, as partes realmente vitais da central elétrica estão em edifícios tão maciços que eu duvido que um ataque de morteiro pudesse causar mais do que danos superficiais.

  Assim, o Comando Revolucionário me pediu para visitar o lugar e voltar com alguma idéia não-convencional -- o que eu fiz, mas ainda há vários problemas difíceis para serem resolvidos.

  Minha visita lá na segunda-feira passada me deu uma idéia das forças e fraquezas dos sistemas de segurança. Algumas das fraquezas são realmente surpreendentes. A mais surpreendente de todas foi a decisão do governo de deixar os turistas visitarem o lugar, mesmo temporariamente. A razão para aquela decisão, eu estou certo, é o grande alarde que os ativistas malucos anti-nucleares têm feito sobre a usina. O governo se sentiu obrigado a mostrar para o público toda a segurança que foi criada na construção.

  Quando eu me inscrevi para a excursão, eu carreguei propositalmente todos os tipos de parafernálias que eu pude, só para ver com o que eu poderia entrar na usina.

  Eu levei uma mochila, uma máquina fotográfica, e um guarda-chuva, e eu enchi meus bolsos de moedas, chaves, e canetas metálicas.

  Na balsa que leva os turistas para a usina há muito pouca segurança. Eles me fizeram abrir minha mochila apenas para uma inspeção superficial. Mas quando passamos pela estação de segurança na própria usina, eles me fizeram tirar a mochila, a máquina fotográfica e o guarda-chuva. Então eu tive que caminhar por um detector de metais que pegou todo o metal dentro dos meus bolsos. Eu esvaziei meus bolsos para os guardas, entretanto eles devolveram tudo de novo pra mim. Eles não olharam de perto nada que eu carregava. Assim, alguém pode pelo menos carregar uma caneta incendiária pra dentro.

  O que realmente me interessou, entretanto, era que o senhor idoso em meu grupo estava levando uma bengala com uma cabeça de metal, e os guardas o deixaram mantê-la durante toda a excursão.

  Em essência, minha idéia é esta: Desde que não há nenhuma possibilidade que um turista sozinho consiga carregar bastante material explosivo para destruir o lugar -- nem colocar o pouco ele que pudesse carregar em algum lugar onde esta pequena quantidade pudesse ser efetiva, como abrir um buraco em um dos recipientes de pressão do reator, nós podemos esquecer então sobre explosivos. Ao invés disso, nós poderíamos tentar contaminar a usina com material radioativo, de forma que não pudesse ser usada.

  O que faz esta idéia realizável é que nós temos uma fonte, dentro da Organização, que possui materiais radioativos.É um professor de química em uma universidade na Flórida, e ele usa os materiais nas pesquisas dele.

  Nós podemos facilmente empacotar bastante material realmente radioativo -- algo que tornasse o lugar inabitável por meio ano ou assim -- em uma bengala ou uma muleta, junto com uma carga de pólvora explosiva pequena mas suficiente para dispersar a radioatividade, e fazer a Usina de Evanston inteira inabitável. A Usina não será fisicamente danificada, mas eles terão que fechá-la. A descontaminação será uma tarefa tão enorme que a usina pode muito bem ficar fechada para sempre.

  Infelizmente, esta será uma missão suicida. Quem levar o material radioativo para a usina será exposto a uma dose letal de radiação antes mesmo que chegasse ao portão da usina e escapasse. Não há nenhum modo de prover qualquer proteção.

  A preocupação maior são os detectores de radiação que estão por toda parte na usina. Se um desses sentir uma emissão de radiação do nosso homem antes dele completar a missão, isso poderia estragar tudo.

  Porém, eu não notei nenhum detector na entrada da estação da usina onde os guardas conferem os turistas. Há vários na sala da enorme turbina e do gerador onde os turistas são levados, e há um ao lado do portão de saída usado pelo turistas --  presumivelmente para evitar o improvável evento de uma visita embolsar um pedaço de combustível nuclear de alguma maneira e tentar roubá-lo. Mas parece não ter ocorrido a eles a idéia que alguém poderia tentar trazer material radioativo para dentro da usina.

  Eu lembro muito bem onde todos os detectores estão, e eu terei que consultar nosso homem na Flórida sobre qual a probabilidade de um deles apanhar algo do material que ele nos proverá e a qual determinada distância isto pode ocorrer. Se um alarme disparar depois que nosso portador entrar na usina mas antes de ele chegar perto da sala do gerador, ele terá que fazer uma corrida para chegar a tempo. Mas nós tentaremos projetar nosso dispositivo para lhe dar a melhor chance possível.

  O plano inteiro é bem assustador, mas tem uma grande vantagem: o impacto psicológico na população. As pessoas são quase supersticiosas sobre seu medo da radiação nuclear. Os grupos de pressão anti-nucleares terão um dia cheio. Atingirá em cheio a imaginação de pessoas de forma muito mais extensa do que qualquer ataque com bombas ou ataque de morteiro. A maioria ficará horrorizada -- e derrubará muito mais gente de cima do muro.

  Eu devo confessar que eu estou feliz neste momento porque meu período de provação ainda irá durar 11 meses e que não me designarão para esta missão em particular.



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