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Free Speech - December 1997 - Volume III, Number 12


A lição do Haiti

pelo Dr. William Pierce

Neste mês as últimas tropas "de manutenção de paz" das Nações Unidas no Haiti vão partir, e os Haitianos terão novamente uma chance de tentarem governar a si próprios. Os "mantenedores da paz" ocuparam o Haiti, junto com 23.000 soldados Norte-Americanos, três anos atrás, de modo a forçar o governo do General Raoul Cedras a renunciar para que um favorito de Clinton, Jean-Bertrand Aristide, pudesse ser instalado como presidente. As razões apresentadas para o público americano para esta interferência nos assuntos do Haiti foram de que o General Cedras era um "ditador" e que ele não respeitava os "direitos humanos" dos Haitianos. O amigo do Sr. Clinton, Aristide, por outro lado, era dito um "democrata" e um respeitador dos "direitos humanos".

Na verdade, Aristide é um ex-sacerdote, que se tornou Marxista, cuja idéia de respeitar direitos humanos é a de incitar multidões de seus apoiadores para assassinar seus oponentes políticos através de quebrar seus braços, vestindo seus pescoços com uma tira ensopada de gasolina, e queimando-os até a morte -- um procedimento conhecido como "laço-de-pescoço". Bem, isso é bem típico da forma de fazer um país seguro para a democracia no estilo das Nações Unidas!

No entanto, os Haitianos não se importam muito mais para o amigo Marxista do Sr. Clinton, Aristide, do que eles se importam para o General Cedras, e Aristide está fora do governo novamente e os Haitianos estão para serem permitidos dirigir as coisas para si próprios mais uma vez. Bem, quase isso. Quinhentos soldados norte-americanos ainda permanecem no país para manter um olho nas coisas. Eles vão chamar por mais ajuda se a necessidade de "fazer o Haiti seguro para a democracia" surgir novamente.

Os Clintonistas não estão se vangloriando muito alto sobre o sucesso de seu mais recente esforço naquela direção, porque a situação no Haiti está tão severa hoje quanto estava antes das Nações Unidas meterem o seu nariz nas coisas três anos atrás. A única mudança significativa, foi a diminuição relativa do fluxo de "gente de barco" do Haiti nas praias da Flórida, mas esse fluxo foi causado em primeiro lugar pelo embargo imposto ao Haiti pelo governo Norte-Americano numa mal-sucedida tentativa de forçar o General Cedras a renunciar, e o conseqüentes danos na já paupérrima e fraca economia Haitiana. Quando o embargo foi suspenso, muitos Haitianos decidiram ficar em casa e partilhar das novas guloseimas trazidas para eles pela administração Clinton.

As tropas dos Estados Unidos construíram estradas, escolas e clínicas hospitalares, e bombearam alguns bilhões de dólares na economia Haitiana, mas uma pesquisa dos resultados de todos esses esforços não é encorajadora. As ruas de Port-au-Prince ainda fedem lixo e excrementos humanos, a corrupção local está tão má quanto sempre foi, e crimes violentos estão aumentando. As novas estradas e clínicas construídas pelos Estados Unidos meramente adicionaram uma aparência de melhoramento, para que a indústria do turismo seja capaz de começar a fazer um pouco de dinheiro novamente, mas a situação básica do Haiti e as vidas da maioria dos Haitianos permanecem inalteradas

Este tipo de coisa tem acontecido inúmeras vezes no Haiti. Parece que nós teríamos que ter aprendido algo disso. No século XVIII , o Haiti, então chamado de Saint-Domingue, e governado pelos Franceses, era a mais próspera colônia no Novo Mundo. Seu solo enormemente fértil produzia uma grande abundância de colheitas e atraiu milhares de colonizadores Brancos Franceses. Infelizmente, escravos Negros da África foram importados para ajudar com o trabalho.

No final dos anos 1700, a loucura da Revolução Francesa, com sua verdadeiramente insana doutrina de igualdade racial, infectou muitos franceses, e a população Negra de trabalhadores de plantações foram encorajados a se revoltar. Quando eles fizeram isso, eles brutalmente assassinaram cada homem, mulher e criança Brancos na colônia, e declararam o Haiti uma república. O que tinha sido a mais rica e mais produtiva parte do Novo Mundo prontamente afundou para o nível Africano de esqualidez, miséria e pobreza. As estradas e cidades construídas pelos Franceses caíram em ruínas. Uma mistura peculiarmente Africana de anarquia e tirania substituiu a lei e ordem Francesas.

Um pouco mais de um século depois, em 1915, seguido por um especialmente caótico e sangrento período, Marines norte-americanos foram mandados ao Haiti para impôr uma sombra de ordem no país. A razão para mandá-los lá foi proteger os interesses de negócios Americanos no Haiti, embora o Presidente Wilson tenha dito aos norte-americanos que os Marines foram mandados lá para "trazer democracia ao Haiti". Os Marines permaneceram no Haiti por 19 anos. Eles não só obrigaram a estabilidade governamental lá, mas também construíram escolas e hospitais, um moderno sistema de telefonia, e mais de 1000 milhas de estradas pavimentadas com 210 pontes. O governo Norte-Americano treinou professores e doutores Haitianos. Nós realmente demos ao Haiti a base para um novo e fresco começo. Assim que os Marines Norte-Americanos foram embora em 1934, no entanto, os Haitianos retornaram a seu próprio jeito de fazer as coisas, que significa, indolência, corrupção e vudu. Tudo o que os Americanos construíram para eles gradualmente retornou à selva.

Em 1958, os Estados Unidos mandaram os Marines para o Haiti novamente, dessa vez com o objetivo de reconstruir a economia e infra-estrutura do país, para que ele não sucumbisse a influências comunistas. Nós sustentamos o regime de "Papa Doc" Duvalier, que tinha sido treinado em medicina durante a nossa primeira incursão no Haiti, mas que era um praticante de Vudu também. Ele era um brutal e sangrento ditador. Novamente, nós gastamos centenas de milhões de dólares reconstruindo o que os Haitianos tinham destruído e treinamos milhares deles nas habilidades necessárias para manter o país andando. Mas quando nós pulamos fora novamente, o país imediatamente retornou a seus modos antigos : seus modos Africanos.

E em 1994, nós tentamos a mesma tolice novamente, anunciando que nós estávamos "restaurando a democracia" ao Haiti.

Porquê nós não podemos aceitar a simples e transparente verdade de que é impossível fazer dos Haitianos democratas assim como é impossível ensiná-los como manter suas próprias estradas? Porquê nós não podemos entender que os Haitianos são fundamentalmente diferentes de nós, que eles são Africanos, não Europeus como nós; de que eles são Negros, e que por isso eles fazem as coisas da maneira que Negros sempre tem feito, com indolência, corrupção e vudu?

Eu tenho à minha frente um livro sobre o Haiti, escrito por um estudioso Britânico, um membro da Royal Geographic Society, sobre as longas viagens dele no Haiti no começo deste século. O livro foi publicado por Thomas Nelson and Sons, com escritórios em Londres, Edinburgh, Dublin e New York. O autor é Hesketh Prichard, e o título do seu livro é "Where Black Rules White: A Journey Across and About Hayti". (Onde os Negros mandam nos Brancos: Uma jornada através e sobre o Haiti). Prichard escolheu esse título porque ele estava especialmente interessado no fato de que o Haiti era dirigido inteiramente pela sua população Negra, sem a dominação colonial Branca que estava presente praticamente em todo lugar no mundo Não-Branco daquela época. Os únicos Brancos no país eram umas poucas centenas de homens de negócios e seus agentes nas cidades costeiras. Esses Brancos não eram bem tratados pelo governo ou pelo povo do Haiti.

Prichard era basicamente um simpatizante dos Negros e queria ver como eles viviam quando eles tinham sido introduzidos à civilização pelos Brancos mas então deixados completamente livres para fazer o que quisessem, sem controle Branco. Ele escreveu sobre o Haiti no primeiro capítulo de seu livro: " Lá a lei do mundo é inversa, e o homem Negro manda. É um dos poucos pontos na Terra onde a sua cor determina o Negro sobre um pedestal e lhe dá privilégios. O Africano de puro-sangue está sobre tudo; até mesmo os mulatos e os mestiços são rejeitados e tem sido barbaramente extirpados a medida que o tempo foi passando.

Uma das primeiras coisas que Prichard notou sobre o Haiti foi a imundície geral. Ele não esperava condições sanitárias elevadas a padrões Europeus, é claro, mas ele ficou chocado pelo grau de sujeira que ele realmente encontrou, não somente nas vilas mas também na capital, Port-au-Prince. E ele ficou impressionado pelas caricaturas de roupas finas e elegância no meio daquela sujeira. Por exemplo, ele notou que cada Haitiano de qualquer importância que fosse tinha o título de "general" e era equipado com um ostentoso uniforme de general, repleto com tranças douradas e outros enfeites. Quando ele investigou sobre o estabelecimento militar no Haiti, onde a população total naquela época não excedia dois milhões, ele descobriu que o exército Haitiano tinha 6500 generais, 7000 oficiais de regimento e 6500 soldados.

Prichard relata uma conversação que ele teve uma tarde com três generais Haitianos. É uma conversação com um tom surrealista, como tantas outras coisas no Haiti. Num certo nível, os generais Negros são capazes de conversar com uma aparência de conhecimento de assuntos militares, mas em outro nível é claro que eles estão completamente fora de contato com a realidade. Quem lê relembra imediatamente o clássico estereótipo do canibal Africano, vestindo uma cartola e uma tanga.

O livro de Prichard é cheio de casos fascinantes e com detalhadas descrições de suas experiências pessoais com variadas facetas da vida Haitiana. Ele sublinha no caráter agradável e sincero do povo, que poderia, no entanto, cometer as mais sangrentas e horripilantes atrocidades à menor provocação. O grau extremo de corrupção na burocracia Haitiana atrai atenção especial de Prichard, assim como o modo totalmente caprichoso no qual isso opera. A execução da justiça, em particular, é uma caricatura dos sistemas Europeus, no qual muitas nas mesmas formas de aparência exterior são observadas

Prichard também comenta sobre as crenças religiosas e práticas dos Haitianos. A religião oficial, que eles herdaram dos seus ex-mestres franceses, é o Catolicismo Romano, mas a verdadeira religião do povo é o vudu, uma peculiar religião Africana com toques Católicos. Na religião, assim como em outros aspectos da vida Haitiana, há uma bizarra mistura de formas Brancas com substância Negra.

No final de seu livro, Prichard generaliza sobre muitas de suas observações para atingir uma conclusão fundamental sobre a vida no Haiti: que em todas os assuntos relacionados com seus contatos com o mundo Branco, com a civilização Branca, os Haitianos estão mais preocupados com o show e aparência do que com substância, e sua habilidade de imitar as características dos Brancos, tanto individualmente quanto coletivamente, persuade muita gente que os observa apenas superficialmente, e que querem acreditar que eles são iguais à nós de que eles são realmente iguais.

Prichard escreve: "O que mais impressiona o viajante no Haiti é que eles tem tudo lá. Pergunte sobre o que você quiser, a resposta é invariavelmente: ‘Sim, sim, nós temos isso.’ Eles possuem tudo o que uma nação civilizada e progressiva pode desejar. Luz elétrica? Eles orgulhosamente apontam para uma usina numa colina fora da cidade. Governo constitucional? Uma Câmara de Deputados eleita pelo voto público, um Senado, e toda a elaborada parafernália da lei. Elas são achadas aqui, aparentemente todas elas. Instituições, igrejas, escolas, estradas, ferrovias... No papel o sistema deles é impecável... Se alguém põe confiança na miragem de boatos, os Haitianos podem exaltar-se de possuir todas as coisas desejáveis, mas numa melhor aproximação, esses prospectos agradáveis assumem outra aparência.

"Por exemplo, você está no que antes foi um edifício, mas é agora uma sombra fantasma do que foi um dia. Um único homem, cuidando de uma perna quebrada, se espreguiça no escuro chão de terra; uma pilha de camas de madeira estão amontoadas no canto norte; a chuva formou uma piscina no meio do quarto, se esparramando e espalhando por um ainda maior círculo a medida que a última chuva pinga do teto. Alguns lençóis imundos estão em uma bola pegajosa em duas camas, uma das quais virada para baixo. Uma grande banheira de ferro permanece na entrada."

"Agora, onde você está? Seria impossível adivinhar. Apenas pra saber, você está no Hospital Militar da segunda mais importante cidade do Haiti, um assunto de preocupação governamental, onde os soldados da República são esperados a se curarem de todas as doenças da carne..."

"Era o mesmo com a luz elétrica. A usina de força estava lá, mas ela não funcionava. Era o mesmo com os canhões do Exército. Há canhões, mas eles não vão funcionar. Era o mesmo com as ferrovias deles. Eles estavam sempre ‘apressados para frente’, mas eles nunca progrediram. Era o mesmo para todo o resto."

Há muito mais exemplos. O que realmente despertou em Prichard é que os Haitianos realmente não se importam. Para eles, a imitação da civilização é tão boa quanto a verdadeira. Eles acreditam que se você é capaz de se vestir como um homem Branco e falar a língua do homem Branco e imitar as instituições do homem Branco, então eles são tão bons quanto os homens Brancos. E eu acredito que o que Prichard observou nos Haitianos se aplica igualmente bem aos Negros nos Estados Unidos hoje.

Prichard termina seu livro com um capítulo entitulado: " Pode o Negro governar a si mesmo?" E ele responde a sua questão:

"As presentes condições no Haiti dão a melhor resposta possível a essa questão, e, considerando a experiência que durou um século, talvez seja também uma resposta conclusiva e final. Por um século, ele teve a mais bela e fértil das ilhas Caribenhas para si próprio; ele teve a vantagem das excelentes leis francesas; ele herdou um país feito, com Cap Haitien como sua Paris. . . . Aqui foi uma vasta terra semeada com prosperidade, uma terra de bosques, água, vilas e fazendas, e no meio de tudo isso o homem Negro foi liberto para trabalhar em sua própria salvação. O que ele fez das oportunidades e chances que foram dadas a ele?"

Prichard então resume o século de existência independente do Haiti, dirigido por uma lista de chefes Negros e ditadores, de revoluções, massacres e desordens. Ele termina sua pesquisa com estas palavras:

"Basta isso para dizer... o melhor presidente [do Haiti] foi Geffrard, um mulato, e que a ditadura de seus Cabeças Negras do Estado sempre foi marcada por uma sujeira mais vermelha do que o usual nas páginas da história. Quanto melhor, mais sábio, e a classe mais esclarecida e menos brutal sempre foi composta pelos mulatos, e os Negros tem reconhecido o fato e odiado o elemento mulato por isso. Mas passando dos tempos antigos da independência para tempos mais recentes: não foi há muito tempo que houve a selvagem ditadura do Presidente Salomon, um notório sectário adorador de cobras, que por anos sofreu o país, sob sua mão de ferro, e execuções públicas, assassinatos e roubo estavam na ordem do dia. E no tempo presente? Hoje no Haiti, nós chegamos ao ponto crucial da questão. No final de cem anos de teste, como o homem Negro governa a si mesmo? Que progresso ele tem feito? Absolutamente nenhum".

Esta é a maneira que era há um século atrás, quando Prichard escreveu, e aquilo ainda é essencialmente a maneira que é hoje, apesar de três esforços em grande escala feitos pelos Estados Unidos durante este século para melhorar a maioria dos Haitianos.

Porquê tudo isso é importante para nós? Há um século atrás, Prichard não era de maneira nenhuma um homem incomum de sua classe. Ele foi ao Haiti, ele cuidadosamente observou a vida lá detalhadamente, num longo período, e ele desenhou conclusões lógicas e racionais de suas observações. Outros estudiosos do seu tempo teriam feito a mesma coisa. Mas é inimaginável que um estudioso hoje, quer seja da Inglaterra ou dos Estados Unidos, pudesse fazer observações como Prichard fez, desenhar conclusões similares, e então publicar suas conclusões em um livro através de uma grande editora. Simplesmente isso não é possível.

Em primeiro lugar, seria extremamente difícil alguém achar algum estudioso de qualquer universidade nos Estados Unidos ou na Inglaterra hoje que tivesse a coragem de escrever honestamente sobre o Haiti, porque ele sabe que se ele fizer isso ele será condenado como um "racista" pela numerosa e barulhenta facção de seus colegas e seria expulso da academia. E mesmo se alguém escrevesse tal livro com observações e conclusões similares às de Prichard, nenhum publicador tocaria nisso. Essa é a situação tão baixa que nossa civilização escorregou em um século.

Os Haitianos tem seu Vudu, com todos os seus nojentas e bizarras crenças e práticas. E nós temos o nosso culto do Politicamente Correto, nosso culto do Igualitarianismo. Ele é um culto baseado em tanta superstição e vazio de razão e lógica quanto o Vudu dos Haitianos. E exerce da mesma maneira o controle sob seus praticantes. Um Haitiano que ofendesse um doutor-bruxo de Vudu arriscaria-se tão rapidamente a ser amaldiçoado quanto um de nossos modernos estudiosos arriscaria-se a ser rotulado de "racista!".


A cassette recording of this broadcast is available for $12.95 including postage from:
National Vanguard Books
P.O. Box 330
Hillsboro, WV 24946

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